MISTÉRIO BAIANO
Romilton Teles
Na igreja do bomfim
Quero que reze por mim,gosto de você mulher
Vou subir a escandaria de joelhos com alegria
Prá aumentar a minha fé
Alí eu fui batizado
Este templo é sagrado, faço nele oração
A força que irradia
Nos garante todo dia, a luz a paz e o pão
A grande energia que em toda Colina se pode sentir
É mistério antigo eu guardo comigo o que assisti
Um grande coral de anjos cantava ao redor do templo e da cruz
E sorria para o povo e se transportava num facho de luz.
GOSTO BAIANO
Romilton Teles
Minha Bahia do vatapá
Do carurú, do munguzá
Xinxim de bofe, feijoada e acaçá
Muqueca de peixe e de carangueijo
Se siri mole e de badêjo
Arráia ao môlho de camarão é o meu desejo
O manauê a cocada e a queijada
O acarajé e o abará
Carne de sol com pirão dágua a degustar
O meu apêgo desde menino
às suas festas e tradições
Tudo me envollve e provoca sensações
Vê tudo que aqui tem é mistério profundo
Tú és o pedaço de vida mais lindo do mundo
Te amo tanto que nem sei nem explicar
Minha vida inteira é feita prá tí amar
Se um dia eu tiver de morrer bem distante de tí
Já tenho no meu patoá terra boa daquí
Um só pouquinho mas que dá para embalar
Todos meus sonhos distante do meu lugar.
domingo, 29 de abril de 2012
POLÍTICA- MORAL E ECONOMIA
BRASILEIRO NO EXÍLIO
Romilton Teles
Mamãe, eu não sei do meu futuro
O papai sempre deu duro e não pôde arranjar
As condições prá melhorar a nossa vida
Hoje até nossa comida está dificil de ganhar
Mamãe, me perdoe se eu não consigo
Encontrar algum amigo que me dê algo prá fazer
Alguma coisa que não venha envergonhar
O modesto e honrado lar que o papai fez com você
Mamãe, eu tenho muito me esforçado
Prá encontrar qualquer trabalho que não seja o de ladrão
Más, em toda porta que bato
Me consideram um chato e dizem não, não e não
Alguns amigos me chamam prá terra estrangeira
Onde se acha trabalho
Dizem que se eu passar a fronteira
E não for ferido à bala posso enfrentar o malho
É doloroso mamãe se crescer acreditando
Que o País é mmuito rico e pode amparar seu filho
Mas o que se vê é a fome campeando
Grandes homens roubando e o brasileiro no exílio.
ADVERTENCIA DO CAMPO
Romilton Teles
Não eiste milagre em economia
É por isso que o País está bem emperrado
Lhe puxam a corda, esbanjam todo dia
Que cria e planta está bem afundado
Sobem remédios, taxas e salários
Se esquecem de juros, custos dividendio
Parecem que querem nos fazer de otários
E o Governo dá uma de não está vendo
Vai ser bonito quando o campo parar
Por não ter verbas pra se sustentar
Os preços baixos desanimam tudo
Trarão a fome que será prá todo mundo
Não tem lavoura que dê retorno nestes dias
A não ser as que exportam com ousadia
Em frangalhos a economia primária
Só bate à porta da grande casa bancária
É por essas e por outras que o cargo é prá doutor
Sem desmerecer quem nunca se diplomou
Mas na verdade pra enfrentar o grande malho
Cada macaco tem que ficar no seu galho.
APELO SERTANEJO
Romilton Teles
Eu choro meu patrão porque estou vendo
O seu gado todo morrendo me entristece o coração
No mundo existe clima bem pió
Onde o homem não fica só como aqui no meu sertão
Perdemos nossos bens e nossa vida
Amando esta Terra querida ninguém pode isto negar
Debaixo estamos da linda bandeira
A mesma que bem fagueira lá no Sul vive a tremular
É doído meu patrão vê os meus filhos
Escavando nas gerais prá encontrar qualquer raíz
Já que qualquer coisa para a fome matar
Não podemos esbanjar como se faz no País
Que é tão rico mas vive na grande gastança
Mas eu tenho esperança do despertar do sangue irmão
E que algum dia socorram os nossos vexames
Amparando mulheres e homens que são partes da Nação
Ô ô ô ô ô minha jurema
Mandacarú, umbuzeiroi
Juazeiro que ainda teima
Resistir a esta falta dágua
Lhes deixo a minha grande mágua
Junto com o grave problema.
DESPERTAR DA CONSCIENCIA
Romilton Teles
Se meu pai roubou e pagou meus estudos eu também sou ladrão
Hoje tenho consciência da grande desgraça e peço perdão
Você não teve chance de conseguir o canudo esperado
Já que seu pai, pelo meu foi pisoteado
Eu falo de ética, moral e descência sem olhar prá trás
No meu passado quem sabe existiu qualquer algo mais
Que me foi negado em nome da honra da família de então
Tamanho sacrifício do meu pai o vício hoje suja minha mão
Muitos massacrou, com o dinheiro sujo me deu o pão
Nunca tive problema fui sempre chamado de filho de barão
Se, se voltasse no tempo eu preferia ter o diploma rasgado
Do que olhar prá você e entender que também sou culpado.
ONDE FICARÁ MEU BRASIL
Romilton Teles
Todos sabemos que essa coisa de inflação
É resultado de má gestão e influência da corrupção
Grandes emprêsas por preço de banana tivemos de entregar
Com as desculpas de juros pagar e à máquina desemperrar
Falaram até vender Caixa, Correio e Petrobrás
O palácio, o congresso a quem desse mais
E o Banco do Brasil por uns dois mil
Me prevení, botei no seguro minha imaginação
E o orgulho de ser Nação, onde ficará meu Brasil?
Romilton Teles
Mamãe, eu não sei do meu futuro
O papai sempre deu duro e não pôde arranjar
As condições prá melhorar a nossa vida
Hoje até nossa comida está dificil de ganhar
Mamãe, me perdoe se eu não consigo
Encontrar algum amigo que me dê algo prá fazer
Alguma coisa que não venha envergonhar
O modesto e honrado lar que o papai fez com você
Mamãe, eu tenho muito me esforçado
Prá encontrar qualquer trabalho que não seja o de ladrão
Más, em toda porta que bato
Me consideram um chato e dizem não, não e não
Alguns amigos me chamam prá terra estrangeira
Onde se acha trabalho
Dizem que se eu passar a fronteira
E não for ferido à bala posso enfrentar o malho
É doloroso mamãe se crescer acreditando
Que o País é mmuito rico e pode amparar seu filho
Mas o que se vê é a fome campeando
Grandes homens roubando e o brasileiro no exílio.
ADVERTENCIA DO CAMPO
Romilton Teles
Não eiste milagre em economia
É por isso que o País está bem emperrado
Lhe puxam a corda, esbanjam todo dia
Que cria e planta está bem afundado
Sobem remédios, taxas e salários
Se esquecem de juros, custos dividendio
Parecem que querem nos fazer de otários
E o Governo dá uma de não está vendo
Vai ser bonito quando o campo parar
Por não ter verbas pra se sustentar
Os preços baixos desanimam tudo
Trarão a fome que será prá todo mundo
Não tem lavoura que dê retorno nestes dias
A não ser as que exportam com ousadia
Em frangalhos a economia primária
Só bate à porta da grande casa bancária
É por essas e por outras que o cargo é prá doutor
Sem desmerecer quem nunca se diplomou
Mas na verdade pra enfrentar o grande malho
Cada macaco tem que ficar no seu galho.
APELO SERTANEJO
Romilton Teles
Eu choro meu patrão porque estou vendo
O seu gado todo morrendo me entristece o coração
No mundo existe clima bem pió
Onde o homem não fica só como aqui no meu sertão
Perdemos nossos bens e nossa vida
Amando esta Terra querida ninguém pode isto negar
Debaixo estamos da linda bandeira
A mesma que bem fagueira lá no Sul vive a tremular
É doído meu patrão vê os meus filhos
Escavando nas gerais prá encontrar qualquer raíz
Já que qualquer coisa para a fome matar
Não podemos esbanjar como se faz no País
Que é tão rico mas vive na grande gastança
Mas eu tenho esperança do despertar do sangue irmão
E que algum dia socorram os nossos vexames
Amparando mulheres e homens que são partes da Nação
Ô ô ô ô ô minha jurema
Mandacarú, umbuzeiroi
Juazeiro que ainda teima
Resistir a esta falta dágua
Lhes deixo a minha grande mágua
Junto com o grave problema.
DESPERTAR DA CONSCIENCIA
Romilton Teles
Se meu pai roubou e pagou meus estudos eu também sou ladrão
Hoje tenho consciência da grande desgraça e peço perdão
Você não teve chance de conseguir o canudo esperado
Já que seu pai, pelo meu foi pisoteado
Eu falo de ética, moral e descência sem olhar prá trás
No meu passado quem sabe existiu qualquer algo mais
Que me foi negado em nome da honra da família de então
Tamanho sacrifício do meu pai o vício hoje suja minha mão
Muitos massacrou, com o dinheiro sujo me deu o pão
Nunca tive problema fui sempre chamado de filho de barão
Se, se voltasse no tempo eu preferia ter o diploma rasgado
Do que olhar prá você e entender que também sou culpado.
ONDE FICARÁ MEU BRASIL
Romilton Teles
Todos sabemos que essa coisa de inflação
É resultado de má gestão e influência da corrupção
Grandes emprêsas por preço de banana tivemos de entregar
Com as desculpas de juros pagar e à máquina desemperrar
Falaram até vender Caixa, Correio e Petrobrás
O palácio, o congresso a quem desse mais
E o Banco do Brasil por uns dois mil
Me prevení, botei no seguro minha imaginação
E o orgulho de ser Nação, onde ficará meu Brasil?
quarta-feira, 25 de abril de 2012
O QUE VEM DE DENTRO 2
O MAIOR MARCO
Romilton Teles
Dificil é o dia em que não encontro um tema de amor
Mensagem alegre ou de dor que a musa me concede
E não consigo fugir da missão que é mesmo um encanto
Juntar riso ao pranto e fazer o que o coração pede
Vejo a mulher e a natureza como inspiradoras
E delas são nascedoras o que me mente cria
Falo dos campos, das cachoeiras dos rios
E sempre com muito carinho, lembro do amor de MARIA
Que ninguém pode igualar o que ela sentiu ao se dar
Em favor de uma causa tão linda, o maior marco da nossa vida
Uma jovem ainda na puberdade que entendeu a grande verdade
E aceitou ser a mãe de um filho que nos abriu a porta da ETERNIDADE.
CARENCIA
RomiltonTeles
Estou precisando de um pouco de carinho
Tô igualao pequeno passarinho
Que saindo do ninho quer voar
Me dê esse colomacio e tão sedento
Para que eu consigo num momento
O que muito procuro sem achar
Me faz sentir esta vida num segundo
Prá que eu consiga ver o mundo
Com os olhos de amante bem feliz
Eu sou a planta pequena e você a terra
Que nesse seu colo é que espera
Crescer e poder criar raíz.
Romilton Teles
Dificil é o dia em que não encontro um tema de amor
Mensagem alegre ou de dor que a musa me concede
E não consigo fugir da missão que é mesmo um encanto
Juntar riso ao pranto e fazer o que o coração pede
Vejo a mulher e a natureza como inspiradoras
E delas são nascedoras o que me mente cria
Falo dos campos, das cachoeiras dos rios
E sempre com muito carinho, lembro do amor de MARIA
Que ninguém pode igualar o que ela sentiu ao se dar
Em favor de uma causa tão linda, o maior marco da nossa vida
Uma jovem ainda na puberdade que entendeu a grande verdade
E aceitou ser a mãe de um filho que nos abriu a porta da ETERNIDADE.
CARENCIA
RomiltonTeles
Estou precisando de um pouco de carinho
Tô igualao pequeno passarinho
Que saindo do ninho quer voar
Me dê esse colomacio e tão sedento
Para que eu consigo num momento
O que muito procuro sem achar
Me faz sentir esta vida num segundo
Prá que eu consiga ver o mundo
Com os olhos de amante bem feliz
Eu sou a planta pequena e você a terra
Que nesse seu colo é que espera
Crescer e poder criar raíz.
terça-feira, 24 de abril de 2012
UM POUCO DO QUE CANTO
SACO PESADO
Romilton Teles
Minha filha nesta grande cidade
O emprego que arranjei foi num armazem
Que é dirigido por uma senhora
Gente boa que me adora e que me quer muito bem
Só uma coisa não está me dando certo
É pegar muito peso nesta minha idade
Quando é hora de fechar o expediente
Tenho que pegar um saco que é pesado de verdade
Que fica fora prá fazer a amostragem
Do produto principal que vende no armazém
É nesta hora que tenho dificuldade
Pois o saco é pesado e sem ajuda de ninguém
Tenho que botar o saco prá dentro
Muitas vezes arrastando sobre o bom liso cimento
Pois a senhora não deve o saco pegar
Que lhe sujaria às mãos de carne para salgar
Tenho que botar o saco prá dentro
Só depois eu fecho à porta e encerro o trabalho
Não vejo a hora de abandonar o emprego
Não sou de pedir arrêgo mas com o saco me atrapalho
GOSTO BAIANO
Romilton Teles
Minha Bahia do vatapá
Do carurú, do munguzá
Xinxim de bofe feijoada e acaçá
Muqueca de peixe e de carangueijo
De siri mole e de badêjo
Arráia ao molho de camarão é o meu desejo
O manauê, a cocada e a queijada
O acarajé e o abará
Carne de sol com pirão dágua à degustar
O meu apêgo desde menino
às tuas festas e tradições
Tudo me envolve r provoca sensações
Vê tudo, que aqui tem, é mistério profundo
Tú és o pedaço de vida mais lindo do mundo
Te amo tanto que nem sei mesmo explicar
Minha vida inteira é feita prá te amar
Se um dia eu tiver de morrer bem distante de te
Já tenho no meu patuá terra boa daqui
Um só pouquinho mas que dá para embalar
Todos meus sonhos distante do meu lugar.
CONSTRUTORES DA NACIONALIDADE
Romilton Teles
Foi o norte e o nordeste
Que juntos fizeram a força do sudeste
E estão presentes de oeste a leste
Mesclando costumes e formando a Nação
Foram os sertanejos
Que sempre migraram poor terras bravias
Enfrentando feras em todos seus dias
Amando esta Terra com o coração
O frio, a chuva o calor de várias regiões
Lhes deram coragem e sentiram muitas emoções
Famílias inteiras trilhavam e criavam cidade
Foram grandes construtores da nacionalidade
Chamados graciosamente de cabeças chatas
de Sertanejo forte e de cabra da peste
Mimguém ama mais do que eles estes campos, estas matas
Brasil pode sempre contar com o norte e o nordeste.
O QUE ELE QUER SER
Romilton Teles
Quando ele passa com a mulher mostrando as pernas
Ele diz o que quer ser, é bonito de se ver
E se o decote for daquele bem moderno
Dá porá entender o que ele quer ser
Cada sujeito tem um gosto diferente
Uns preferem ser prudente
Outros não ligam prá nada
A mulher que é bonita e sorridente
Não pode levar a culpa poius está acompanhada
Até parece que ele quer apresentar
A mulher prá outros homens que ficam a invejar
O monumento que ele ganhou nesta vida
Mas que poder perdida se ele não souber cuidar
A VIOLÊNCIA DOMINA
Romilton Teles
Se souber fique prá você, onde se gastou o dinheiro
Que o estranjeiro comprou as estatais
Já que não se conhece nada
Foi gente desempregada, sofrimento, nada mais
Se amortizoiu os juros,nossos dias são mais duros
Só por causa do ladrão
Tudo tinha que dá certo
Mas não se foi esperto
E ninguém está na prisão
A violência domina
E nos tira toda estima e respeito à autoridade
Que a lei tem que resguardar
Mas não pode é descuidar da nossa tranquilidade
Com direito exagerados
Muitos se sentem armados
E nada vêem pela frente
É preciso dá um freio
Mesmo que haja esperneio
De quem violência não sente.
SOCIEDADE FERIDA
Romilton Teles
Que pena o que fazem com o meu Rio de Janeiro
Que foi sempre o primeiro Carro Chefe da Nação
Uma Sociedade ferida na grande verdade
Que o Sistema se completa com apôio ao cidadão Ô
A brutalidade já derrota a Autoridade
Que só sabe e pode agir dentro da norma legal
De surpresa, povo e policiais
Cada dia sofrem mais, nesta linda Capital
Oque está ocorrendo depende de pulso forte
Que demonstre Autoridade evitando-se tanta morte
Do João Hélio e do bom trabalador
Que enfrenta com amor, prá viver tem que ter sorte
Nossa Lei maior fala de intervenção
De situação intestina de amparo da União
Que de camarote vê o meu Rio descer
Com ágfuas turvas e revoltas pouco faz prá proteger..
BRASILEIRO NO EXÍLIO
Romilton Teles
Mamãe, eu não sei do meu futuro
O papai sempre deu duro mas não pôde arranjar
As condições prá melhorar as nossa vida
Hoje até nossa comiga está dificil de ganhar
Mamãe me perdõe se eu não consigo
Encontrar algum amigo que me dê algo pra fazer
Alguma coisa que não venha envergonhar
O modesto e honrado lar que o papai fez com você
Mamãe eu tenho tanto me esforçado
Prá arranjar qualquer trabalho que não seja o de ladrão
Más, em toda porta que bato
Me consideram um chato e diz\em não, não e não
Alguns amigos me chamam prá terra estranjeira
Onde se acha trabalho
Dizem que se eu passar a fronteira e não for ferido à bala
Posso enfrentar o malho
É doloroso mamãe se crescer acreditando
Que o País é muito rico e pode ajudar seu filho
Mas o que se vê é a fome campeando
Grandes homens roubando e o brasileiro no exílio,
Romilton Teles
Minha filha nesta grande cidade
O emprego que arranjei foi num armazem
Que é dirigido por uma senhora
Gente boa que me adora e que me quer muito bem
Só uma coisa não está me dando certo
É pegar muito peso nesta minha idade
Quando é hora de fechar o expediente
Tenho que pegar um saco que é pesado de verdade
Que fica fora prá fazer a amostragem
Do produto principal que vende no armazém
É nesta hora que tenho dificuldade
Pois o saco é pesado e sem ajuda de ninguém
Tenho que botar o saco prá dentro
Muitas vezes arrastando sobre o bom liso cimento
Pois a senhora não deve o saco pegar
Que lhe sujaria às mãos de carne para salgar
Tenho que botar o saco prá dentro
Só depois eu fecho à porta e encerro o trabalho
Não vejo a hora de abandonar o emprego
Não sou de pedir arrêgo mas com o saco me atrapalho
GOSTO BAIANO
Romilton Teles
Minha Bahia do vatapá
Do carurú, do munguzá
Xinxim de bofe feijoada e acaçá
Muqueca de peixe e de carangueijo
De siri mole e de badêjo
Arráia ao molho de camarão é o meu desejo
O manauê, a cocada e a queijada
O acarajé e o abará
Carne de sol com pirão dágua à degustar
O meu apêgo desde menino
às tuas festas e tradições
Tudo me envolve r provoca sensações
Vê tudo, que aqui tem, é mistério profundo
Tú és o pedaço de vida mais lindo do mundo
Te amo tanto que nem sei mesmo explicar
Minha vida inteira é feita prá te amar
Se um dia eu tiver de morrer bem distante de te
Já tenho no meu patuá terra boa daqui
Um só pouquinho mas que dá para embalar
Todos meus sonhos distante do meu lugar.
CONSTRUTORES DA NACIONALIDADE
Romilton Teles
Foi o norte e o nordeste
Que juntos fizeram a força do sudeste
E estão presentes de oeste a leste
Mesclando costumes e formando a Nação
Foram os sertanejos
Que sempre migraram poor terras bravias
Enfrentando feras em todos seus dias
Amando esta Terra com o coração
O frio, a chuva o calor de várias regiões
Lhes deram coragem e sentiram muitas emoções
Famílias inteiras trilhavam e criavam cidade
Foram grandes construtores da nacionalidade
Chamados graciosamente de cabeças chatas
de Sertanejo forte e de cabra da peste
Mimguém ama mais do que eles estes campos, estas matas
Brasil pode sempre contar com o norte e o nordeste.
O QUE ELE QUER SER
Romilton Teles
Quando ele passa com a mulher mostrando as pernas
Ele diz o que quer ser, é bonito de se ver
E se o decote for daquele bem moderno
Dá porá entender o que ele quer ser
Cada sujeito tem um gosto diferente
Uns preferem ser prudente
Outros não ligam prá nada
A mulher que é bonita e sorridente
Não pode levar a culpa poius está acompanhada
Até parece que ele quer apresentar
A mulher prá outros homens que ficam a invejar
O monumento que ele ganhou nesta vida
Mas que poder perdida se ele não souber cuidar
A VIOLÊNCIA DOMINA
Romilton Teles
Se souber fique prá você, onde se gastou o dinheiro
Que o estranjeiro comprou as estatais
Já que não se conhece nada
Foi gente desempregada, sofrimento, nada mais
Se amortizoiu os juros,nossos dias são mais duros
Só por causa do ladrão
Tudo tinha que dá certo
Mas não se foi esperto
E ninguém está na prisão
A violência domina
E nos tira toda estima e respeito à autoridade
Que a lei tem que resguardar
Mas não pode é descuidar da nossa tranquilidade
Com direito exagerados
Muitos se sentem armados
E nada vêem pela frente
É preciso dá um freio
Mesmo que haja esperneio
De quem violência não sente.
SOCIEDADE FERIDA
Romilton Teles
Que pena o que fazem com o meu Rio de Janeiro
Que foi sempre o primeiro Carro Chefe da Nação
Uma Sociedade ferida na grande verdade
Que o Sistema se completa com apôio ao cidadão Ô
A brutalidade já derrota a Autoridade
Que só sabe e pode agir dentro da norma legal
De surpresa, povo e policiais
Cada dia sofrem mais, nesta linda Capital
Oque está ocorrendo depende de pulso forte
Que demonstre Autoridade evitando-se tanta morte
Do João Hélio e do bom trabalador
Que enfrenta com amor, prá viver tem que ter sorte
Nossa Lei maior fala de intervenção
De situação intestina de amparo da União
Que de camarote vê o meu Rio descer
Com ágfuas turvas e revoltas pouco faz prá proteger..
BRASILEIRO NO EXÍLIO
Romilton Teles
Mamãe, eu não sei do meu futuro
O papai sempre deu duro mas não pôde arranjar
As condições prá melhorar as nossa vida
Hoje até nossa comiga está dificil de ganhar
Mamãe me perdõe se eu não consigo
Encontrar algum amigo que me dê algo pra fazer
Alguma coisa que não venha envergonhar
O modesto e honrado lar que o papai fez com você
Mamãe eu tenho tanto me esforçado
Prá arranjar qualquer trabalho que não seja o de ladrão
Más, em toda porta que bato
Me consideram um chato e diz\em não, não e não
Alguns amigos me chamam prá terra estranjeira
Onde se acha trabalho
Dizem que se eu passar a fronteira e não for ferido à bala
Posso enfrentar o malho
É doloroso mamãe se crescer acreditando
Que o País é muito rico e pode ajudar seu filho
Mas o que se vê é a fome campeando
Grandes homens roubando e o brasileiro no exílio,
MARCIONÍLIO " Pé de Hélice"
Marcionílio Elisio Santos, meu pai. Mestre construtor e jogdor de futebol. Pertencia ao clube Barroso, da cidade de Nazaré das Farinhas, cidade "cabêça de Comarca" no período de 1890 até fins dos anos 1950.quando Santo Antonio de Jesús e Jequié, passaram a liderar outras pequenas cidades satélites.Em Nazaré eram feitos julgamentos judiciais dos crimes ocorridos em várias localidades interiorana, principalmente seus Distritos, Rio-Fundo, ônha, Maragogipinho e até alguns casos de São Roque do Paraguassú, pelo que ouvi contar. Em Nazaré existia a ESCOLA NORMAL onde se formavam as professôras, sendo que várias moças de outras cidades para alí se dirigiam a fim de ganhar o saber e depois exercer a tão nobre profissão. Alí estava a sede da Estrada de Ferro que ligava São Roque do Paraguassú, à Jequié, no alto sertão baiano. Marcionílio Elizio Santos, nasceu em Nazaré e alí criou-se, tendo aprendido a profissão de pedreiro e tornou-se ARTISTA, título que naqueles tempos, dizia-se da capacidade de experiente trabalhador.Seu pai chamava-se ANTONIO MOROBÕ e sua mãe, MARIA BEMVINDA. o pai dele chegou a ser escravo, servidor doméstico e sua mãe também era doméstica. Quem andou falando de Marcionílio "Pé de Hélice", no jornal A TARDE, pelos ídos de 1942, foi um senhor Dr. Clemente Caldas ou parente deste doutor, pois o assistia jogar futebol e por certo se emocionava com a rapidez do chute de "Pé de Hélice", jogador este que era convidado para jogar bola em qualquer parte do interior da Bahia, sozinho ou acompanhado de AUGUSTO ou BARÃO, como ele me declarou antes de morrer atendendo a pedido de um professor de Direito Processual Civil da FESPI, pelos ídos de 1977, que me solicitou, quando soube que eu era filho de "Pé de Hélice". Contou o professor, para toda a turma ouvir que assistiu ao meu pai jogar futebol em "Areia", hoje, Santa Inez, e que o tio dêle, um Coletor Estadual, foi quem pagara pela contratação do jogador "Pé de Hélice" para se apresentar alí, em "Arêia". Este bom professor, foi eleito vereador em Ilhéus e era Presidente da Câmara. Uma forte testemunha. Muita novidade de um passado não muito distante está perdida, pois não foi registrado pelos tão importantes meios de comunicação da época que se resumia em pequenos tablóides e pequenos espaços na emissôra de rádio da Capital, na época, a Rádio Sociedade da Bahia. Naquele príodo existia um outro jogador na Bahia que rivalizava com "Pé de Hélice" que era "Popó", muito comentado na Capital, mas Nazaré possuía galardão de importante cidade do interior e orgulhava-se de sua arquitetura, sua fábrica de tecidos a SARAPUÍ, fábrica de óleo de dendê; porto movimentado, por pequenos navios e grande número de saveiros que tudo transportava para a Feira de São Joaquim na Capital. O meio marírimo era muito usado para ligar as várias localidades à Nazaré, Maragogipinho, onde se produzia o artezanato conhecido por "caxixís", arte feita no barro com grande maestria, por verdeiros artistas;. Maragogipe, outra antiga cidade à beira-mar, São Roque do Paraguassú, onde os grande navios atracavam, além das "galeras" um navio especial de luxo que conduzia pessoas de alta condição econômica. eram fretadas por times de futebol para jogarem em outras cidades paianas. "Pé de Hélice" contava que nunca perdeu uma partida e que uma nunca lhe saiu da lembrança foi a que jogou contra o PALESTRA-ITÁLIA, hoje Palmeiras-Paulista e que, expressão dêle:"os homens em vinte minutos fizeram quatro gôls" e nos acabamos fisicamente para empatarmos. Como o time Palmeiras ainda existe, possivelmente no seu histórico deve constar tal façanha.Mas "Pé de Hélice" em 1942, teria sofrido uma ameaça de morte quando compareceu, convidado que foi na localidade conhecida por VIADOS. jogou numa quarta-feira, foi tirado de campo carregado por simpatizantes que lhe jogavam cerveja gelada, na época em barrica de gelo, e ovacionado pelo povo aceitou ficar até o domingo próximo para outra partida. Ele seria morto se não fosse o contratante que resolveu abrir o jôgo e no sábado meia noite, compareceu à pensão onde hospedara-se ""Pé de Hélice" e lhe deu algum dinheiro e um jumento, ensinou-lhe a estrada por onde deveria sair do lugarejo e alcançar Santo Antonio de Jesús, para pegar o trem e chegar em Nazaré. Esta história foi contada pelo próprio Marcionílio e era motivo de comentários porque êle deixou o futebol. Casado, pai de três filhos, Regina, Romilton, Rosiel, já que Rosinha, morreu aos seis meses de vida, Marcionílio, o "Péde de Hélice" resolveu cuidar da família e da profissão de "Mestre de Obras", para isso tinha um pôsto de trabalho na Prefeitura de Nazaré das Farinhas, um automóvel e vevia sem apertos econômicos, situação essa que mudou com a doença e morte de minha mãe Maria Teles Santos. João Ubaldo Ribeiro não sabe dessa história e se soubesse por certo , a contaria melhor do que eu. Ainda tentarei achar nos velhos jornais arquivados de A TARDE de l94l e l942, algum comentário a respeito de "Pé de Hélice" que encantava com muito amor, juntamente com seus companheiros de clube ao público que os aplaudiam. Naquele tempo jogava-se com muito amor à camisa, e não existia a comercialização do futebol, quando nada, no interior.Em Nazaré existia um outro grande jogador de nome "Oscar Corró", que por sinal morava na mesma rua minha, Clemente Caldas 69, conhecida por "MULUGÚ"E o tempo só nos deixa, saudade!!!
EM TEMPO
Qualquer pessoa da terceira idade, que saiba alguma coisa sobre "PÉ de Hélice", fineza comunicar-se comigo, pelo blog "brasilanubati.blogspot.com. AGRADECEREI DE CORAÇÃO.
EM TEMPO
Qualquer pessoa da terceira idade, que saiba alguma coisa sobre "PÉ de Hélice", fineza comunicar-se comigo, pelo blog "brasilanubati.blogspot.com. AGRADECEREI DE CORAÇÃO.
sábado, 21 de abril de 2012
O QUE VEM DE DENTRO
O QUE VEM DE DENTRO
Romilton Teles
DIFICIL É O DIA EM QUE NÃO ENCONTRO UM TEMA DE AMOR
RETALHOS ALEGRES OU DE DOR QUE A MUSA ME CONCEDE
E NÃO CONSIGO FUGIR DA MISSÃO QUE É MESMO UM ENCANTO
JUNTAR RISO AO PRANTO E FAZER O QUE O CORAÇÃO PEDE
VEJO A MULHER E A NATUREZA COMO INSPIRADORAS
E DELAS SÃO NASCEDORAS O QUE MINHA MENTE CRIA
FALO DOS CAMPOS DAS CACHOEIRAS DOS RIOS
E SEMPRE COM MUITO CARINHO LEMBRO DO AMOR DE MARIA
QUE NINGUÉM PODE IGUALAR O QUE ELA SENTIU AO SE DAR
EM FAVOR DE UMA CAUSA TÃO LINDA, O MAIOR MARCO DA NOSSA VIDA
UMA JOVEM AINDA NA PUBERDADE,QUE ENTENDEU A GRANDE VERDADE
E ACEITOU SER A MÃE DE UM FILHO QUE NOS ABRIU A PORTA DA ETERNIDADE
Romilton Teles
DIFICIL É O DIA EM QUE NÃO ENCONTRO UM TEMA DE AMOR
RETALHOS ALEGRES OU DE DOR QUE A MUSA ME CONCEDE
E NÃO CONSIGO FUGIR DA MISSÃO QUE É MESMO UM ENCANTO
JUNTAR RISO AO PRANTO E FAZER O QUE O CORAÇÃO PEDE
VEJO A MULHER E A NATUREZA COMO INSPIRADORAS
E DELAS SÃO NASCEDORAS O QUE MINHA MENTE CRIA
FALO DOS CAMPOS DAS CACHOEIRAS DOS RIOS
E SEMPRE COM MUITO CARINHO LEMBRO DO AMOR DE MARIA
QUE NINGUÉM PODE IGUALAR O QUE ELA SENTIU AO SE DAR
EM FAVOR DE UMA CAUSA TÃO LINDA, O MAIOR MARCO DA NOSSA VIDA
UMA JOVEM AINDA NA PUBERDADE,QUE ENTENDEU A GRANDE VERDADE
E ACEITOU SER A MÃE DE UM FILHO QUE NOS ABRIU A PORTA DA ETERNIDADE
terça-feira, 10 de abril de 2012
COMENTÁRIOAS
A COVARDIA SOCIAL
Desden o início das civilizações, os homens agem da mesma forma. Aprenderam a usar a força para domesticar, não só os animais, bem como os que puderam dominar. E nenhum grupo foi diferente Só não foi assim, no reinado de GUDÉIA, na Sumeria, onde a serva era igual a ama, o escravo caminhava lado a lado com o seu senhor e o fraco podia descansar junto do forte.Isto foi muito antes da fundação da Babilônia. Havia alí pelo que se entende uma verdadeira Sociedade Fraterna, talvez parecida com a que se anuncia para depois do julgamento de todos pelo CRISTO quando voltar a este planeta, com autoridade e força. O Rey GUDÉIA, viveu longa existência, sem necessitar dos absurdos que outros praticavam para maner-se no poder, mas o mundo seguiu este último exemplo e por todos os lados vemos autoridades forjadas na força bruta, criando sempre dificuldades contra as grandes massas sempre enfraquecidas, para que possam continuar no apogeu os que nos froram impostos. E a situação já foi pió, não havia nenhuma liberdade e os que se metessem a "gato mestre" , como eu, ía para a fogueira, a guilhotina ou morreria nos pelourinhos.A liberdade que temos hoje é só para criticar, para reclamar, sem contudo influenciar na forma e nas decisões dos grande comandantes. Já disse em outra oportunidade que as grandes idéias que o mundo abraçou, chegou até nós, tiveram fortes concorrentes, mas, venceram os mais próximos do Poder Mandante. Quais eram as outras fórmulas, não nos foi dado conhecer, morreram com os seus formuladores. Pobre Alexandre da Macedônia que ordenou a queima de mais de setecentos mil volumes da Biblioteca de de Alexandria. Quanta sabedoria em favor da Humanidade deveria conter tais livros?Fomos obrigados a ficar restritos aos ensinamentos gregos e posteriormente à fusão greco-romana que a tudo intruiu.Quantos povos foram silenciados, graças à brutalidade da força para gerar autoridade?E é com esta filosofia de poder que imaginamos desbravar o cosmo.Entendamos que a Covardia Social foi imposta e nunca mais conseguimos fugir dela.(Brasil Anubati)
ACONTECEU COMIGO
Aos dezesseis anos passei a ter um emprego fixo, mas sem carteira assinada. Uma senhora dona de
um serviço de alto falantes, foi a minha primeira patrôa, a primeira a confiar no me trabalho. Acredito ter atendido a espectativa da mesma, pois, algum tempo depois, fui guindado a condição de gerente de um moínho de milho, de propriedade da mesma família, e assim complementava o salário de locutor. Somente os deixei, quando recebi uma boa oferta para desempenhar a função de locutor, em um serviço de alto falantes do centro da cidade. Más o que quero relatar, cinquenta e três anos depois, foi algo que só despertei depois desses longos anos. Lembro-me que por mais de três vezes, àquela senhora com uma filha de seis meses nos braços, olhava-me candidamente enquanto eu trabalhava. Somente depois de passado todo este tempo, entrou em minha mente de que, àquele gesto, à maneira de olhar, a criança no colo, era minha mãe, encarnada na referida patrôa. A Criança, era minha irmã, Rosinha, falecida aos seis meses de idade.Coincidencia, a filha da patrôa que ela estava sempre nos braços, tinha o mesmo nome, Rosinha.Porque tanto tempo para que eu pudesse fazer essa ligação? E não devo estar errado, porque ao lembrar as feições da patrôa, minha mente só penetra as feições de minha mãe, que, ao morrer em l943, vinte e quatro de janeiro, não deixou em mim, bem familiarizada
devido a minha idade, suas feições. A referida senhora, hoje beirando seus oitenta anos, não sabe disso, nem tive oportunidade de lhe contar, mas estou convicto de que àquela alma'nas feições da patrôa, era minha mãe, de uma forma ou de outra, protegendo-me, através daquela senhora. Como e porque esses sentimentos ocorrem, não tenho a explicação, más as teorias espíritas nos falam da preocupação de bons espíritos conosco que ficamos aqui neste vale de lágrimass, e que esses espiritos se prejudicam , quando ainda se ligam a problemas terrestres.Más, o que fazer? Só cabe-me depois da descoberta que acredito, na condiçãode católico, mandar rezar uma missa pela alma da queurida mãe.Que Deus a tenha na sua eterna glória, para minha alegria. Isto pode ter acontecido com outras pessoas, já que a nossa mente é um meandro de muitas descobertas que ignoramos. A benção minha mãe!!! ------------------------------
Desden o início das civilizações, os homens agem da mesma forma. Aprenderam a usar a força para domesticar, não só os animais, bem como os que puderam dominar. E nenhum grupo foi diferente Só não foi assim, no reinado de GUDÉIA, na Sumeria, onde a serva era igual a ama, o escravo caminhava lado a lado com o seu senhor e o fraco podia descansar junto do forte.Isto foi muito antes da fundação da Babilônia. Havia alí pelo que se entende uma verdadeira Sociedade Fraterna, talvez parecida com a que se anuncia para depois do julgamento de todos pelo CRISTO quando voltar a este planeta, com autoridade e força. O Rey GUDÉIA, viveu longa existência, sem necessitar dos absurdos que outros praticavam para maner-se no poder, mas o mundo seguiu este último exemplo e por todos os lados vemos autoridades forjadas na força bruta, criando sempre dificuldades contra as grandes massas sempre enfraquecidas, para que possam continuar no apogeu os que nos froram impostos. E a situação já foi pió, não havia nenhuma liberdade e os que se metessem a "gato mestre" , como eu, ía para a fogueira, a guilhotina ou morreria nos pelourinhos.A liberdade que temos hoje é só para criticar, para reclamar, sem contudo influenciar na forma e nas decisões dos grande comandantes. Já disse em outra oportunidade que as grandes idéias que o mundo abraçou, chegou até nós, tiveram fortes concorrentes, mas, venceram os mais próximos do Poder Mandante. Quais eram as outras fórmulas, não nos foi dado conhecer, morreram com os seus formuladores. Pobre Alexandre da Macedônia que ordenou a queima de mais de setecentos mil volumes da Biblioteca de de Alexandria. Quanta sabedoria em favor da Humanidade deveria conter tais livros?Fomos obrigados a ficar restritos aos ensinamentos gregos e posteriormente à fusão greco-romana que a tudo intruiu.Quantos povos foram silenciados, graças à brutalidade da força para gerar autoridade?E é com esta filosofia de poder que imaginamos desbravar o cosmo.Entendamos que a Covardia Social foi imposta e nunca mais conseguimos fugir dela.(Brasil Anubati)
ACONTECEU COMIGO
Aos dezesseis anos passei a ter um emprego fixo, mas sem carteira assinada. Uma senhora dona de
um serviço de alto falantes, foi a minha primeira patrôa, a primeira a confiar no me trabalho. Acredito ter atendido a espectativa da mesma, pois, algum tempo depois, fui guindado a condição de gerente de um moínho de milho, de propriedade da mesma família, e assim complementava o salário de locutor. Somente os deixei, quando recebi uma boa oferta para desempenhar a função de locutor, em um serviço de alto falantes do centro da cidade. Más o que quero relatar, cinquenta e três anos depois, foi algo que só despertei depois desses longos anos. Lembro-me que por mais de três vezes, àquela senhora com uma filha de seis meses nos braços, olhava-me candidamente enquanto eu trabalhava. Somente depois de passado todo este tempo, entrou em minha mente de que, àquele gesto, à maneira de olhar, a criança no colo, era minha mãe, encarnada na referida patrôa. A Criança, era minha irmã, Rosinha, falecida aos seis meses de idade.Coincidencia, a filha da patrôa que ela estava sempre nos braços, tinha o mesmo nome, Rosinha.Porque tanto tempo para que eu pudesse fazer essa ligação? E não devo estar errado, porque ao lembrar as feições da patrôa, minha mente só penetra as feições de minha mãe, que, ao morrer em l943, vinte e quatro de janeiro, não deixou em mim, bem familiarizada
devido a minha idade, suas feições. A referida senhora, hoje beirando seus oitenta anos, não sabe disso, nem tive oportunidade de lhe contar, mas estou convicto de que àquela alma'nas feições da patrôa, era minha mãe, de uma forma ou de outra, protegendo-me, através daquela senhora. Como e porque esses sentimentos ocorrem, não tenho a explicação, más as teorias espíritas nos falam da preocupação de bons espíritos conosco que ficamos aqui neste vale de lágrimass, e que esses espiritos se prejudicam , quando ainda se ligam a problemas terrestres.Más, o que fazer? Só cabe-me depois da descoberta que acredito, na condiçãode católico, mandar rezar uma missa pela alma da queurida mãe.Que Deus a tenha na sua eterna glória, para minha alegria. Isto pode ter acontecido com outras pessoas, já que a nossa mente é um meandro de muitas descobertas que ignoramos. A benção minha mãe!!! ------------------------------
Assinar:
Postagens (Atom)